Às vezes, as oportunidades sempre estiveram diante de nós. Mas a dor ocupava tanto o nosso campo de visão que não conseguíamos enxergá-las. Sempre procurei enxergar o lado bom das pessoas e das situações, mesmo quando as circunstâncias não eram favoráveis. Acredito que essa característica me acompanha desde a infância. Sempre fui uma criança alegre, positiva, curiosa e disposta a encontrar algo bom nas experiências que vivia. Quando li Poliana , de Eleanor H. Porter, encontrei naquela história uma maneira de pensar com a qual me identificava profundamente. O famoso jogo do contente, que nos convida a procurar algo pelo qual possamos ser gratos mesmo nas dificuldades, reforçou em mim uma atitude que acredito já fazer parte do meu jeito de ser. Mas, com o passar dos anos, aprendi que enxergar o lado positivo de uma situação nem sempre é tão simples quanto parece. Quando a dor limita nossa percepção Existem situações que nos afetam profundamente. Podem ser perdas, decepções, mudanças ines...
Nem sempre é preciso fazer mais força. Às vezes, precisamos descobrir o jeito. Aprendi a descascar mexerica quando ainda era pequena. Foi uma amiga que me ensinou que havia um lado melhor para começar. Quando eu tentava pelo outro, a casca se quebrava, não se soltava direito e tudo parecia muito mais difícil. Mas, quando começava pelo ponto certo, a casca cedia. Depois que aprendi, nunca mais esqueci. Hoje percebo algo semelhante quando descasco gengibre. Dependendo do ponto por onde começo e do sentido do movimento, a casca se solta com facilidade. Se tento pelo lado contrário, faço mais força, retiro partes que poderiam ser aproveitadas e ainda demoro mais. Pode parecer apenas uma forma de descascar alimentos. Mas isso me fez pensar em quantas situações da vida continuamos fazendo força porque ainda não descobrimos outro jeito. Quando ainda não conhecemos o caminho Antes de minha amiga me ensinar, eu poderia pensar que descascar mexerica fosse simplesmente difícil. Talvez eu acredita...